UERJ
Logo IEFD

Conselho DepartamentalHistoricoDepartamentosLaboratorios
Graduação

Pós-Graduação

Extensão

 

Linha de Pesquisa 'Atividade Física e Envelhecimento'


Apresentação
Linhas de Pesquisa
Contato

Coordenador: Prof. Dr. Paulo T.V. Farinatti
Estudantes Envolvidos: 6
(Graduação - 4; Mestrado - 1; Doutorado - 1)

Introdução

Nos últimos anos, a população mundial tem passado por uma transição contínua, de um modelo caracterizado por altas taxas de natalidade e mortalidade, para outro, em que a fecundidade é cada vez menor e a esperança de vida, maior. No cerne desta transição, situa-se o aumento progressivo da proporção de pessoas com mais idade e a diminuição relativa dos mais jovens (UNO, 1999b). Apenas na última metade do século 20, vinte anos foram adicionados na média de vida mundial, trazendo a esperança de vida ao nascimento para algo em torno dos 66 anos (UNO, 1999a, 1999b). Essa inversão, rápida, ampla e ubíqüa, é algo de novo na história das civilizações. Assim, não é de se estranhar que as questões do envelhecimento tenham passado a atrair a atenção de várias áreas de conhecimento. Recentemente, por exemplo, foram realizadas reuniões em Viena (1999) e Nova York (2000), para estabelecer-se uma agenda de pesquisa para o envelhecimento (UNO, 1999b, 2000). As frentes sugeridas foram extensas, dando uma idéia das lacunas que aguardam serem preenchidas - dentre os pontos levantados, destacam-se aspectos da prevenção e tratamento de doenças, promoção da saúde, teorias do envelhecimento, educação, trabalho, cultura, aposentadoria, seguros e previdência, suporte social, relacionamento entre as gerações ou a manutenção da autonomia. A agenda sugerida clama por investimentos em áreas que se intercomplementam, mantendo como elemento norteador os chamados Princípios para as Pessoas Idosas. Uma das frentes de pesquisa propostas, que vem experimentando rápida evolução, remete ao estudo das modificações das capacidades de desempenho físico e cognitivo com a idade, tidas como componentes importantes da autonomia. Além disso, acumulam-se as investigações de como tais capacidades poderiam ser mantidas através da adoção de modos de vida ativos, em geral, e da prática do exercício, em particular. A literatura sustenta a idéia de que uma vida ativa pode melhorar as funções mentais, sociais e físicas da pessoa idosa. É cada vez maior o reconhecimento de que iniciativas visando a promoção da saúde devam incorporar o apoio à adoção de modos de vida ativos durante toda a vida, o que implica na valorização de uma velhice produtiva. Dentre os documentos de natureza governamental e/ou institucional, poderíamos citar o relatório Healthy People 2000, preparado pelo US Public Health Service para formular os objetivos de saúde nos EUA até o ano 2000 (U.S. Department of Health and Human Services, 1991), o Relatório das Medidas em Favor dos Idosos, patrocinado pelo Parlamento Europeu (Rapport de la Comission des Affaires Sociales, de l'Emploi et du Milieu du Travail sur les Mesures en Faveur des Personnes Agées) (Parlement Européen, 1995) ou o próprio Plano Internacional de Ação Relativo ao Envelhecimento (UNO, 2000a). Finalmente, a Organização Mundial da Saúde, reconhecendo o valor do exercício como estratégia para valorização do envelhecimento, publicou em 1997 um conjunto de recomendações para promoção da atividade física desta população, texto que ficou conhecido sob a denominação de Recomendações de Heildelberg (WHO, 1997). Tudo indica que o desafio nos anos que virão, no que diz respeito aos programas voltados à promoção da saúde das populações, não seria tanto de continuar a fazer crescer a esperança de vida, mas de melhorar a sua qualidade, reduzindo-se os anos de dependência durante as idades mais avançadas. Isso pressupõe, certamente, a preservação das atividades habituais e, por conseguinte, a diminuição dos níveis de sedentarismo durante o envelhecimento. Os projetos de estudo inseridos nesta linha de investigação inserem-se no contexto descrito. O grupo do Laboratório de Atividade Física e Promoção da Saúde vem mantendo, há muitos anos, um dos projetos de extensão mais antigos do IEFD-UERJ, o Projeto Idosos em Movimento: Mantendo a Autonomia (IMMA). Este projeto tem por objetivo, além de ministrar atividades físicas regulares a um grupo que, atualmente, conta com mais de 100 participantes, contribuir com o conhecimento na área. As pesquisas conduzidas voltam-se, principalmente, para questões metodológicas da prescrição do exercício junto a esta população, em comparação com indivíduos mais jovens. No entanto, é também de interesse do grupo levantar dados sobre a forma pela qual as atividades são recebidas e percebidas pelos idosos, a fim de aperfeiçoar-se progressivamente a maneira pela qual são a eles apresentadas. Em virtude da antiguidade do projeto (12 anos), suas atividades ensejaram muitas publicações, comunicações livres, artigos em periódicos, memórias de licenciatura, dissertações de mestrado e teses de doutoramento. O projeto é, atualmente, considerado como referência para outras iniciativas similares em todo o Brasil.

Estudos na área 'Atividade Física e Envelhecimento'

  • Análise da intensidade fisiológica das aulas do Projeto IMMA

O objetivo deste estudo é descrever a curva de esforço fisiológico das aulas ministradas no Projeto IMMA, através das respostas de freqüência cardíaca dos alunos. Além disso, procura-se, com base nestes dados, verificar o potencial de influência sobre a melhoria e/ou manutenção da condição cardiorrespiratória dos idosos e o quanto o esforço real se aproxima das propostas contidas no esquema IMMA de aulas.

  • Efeitos de um programa continuado de treinamento contra-resistência sobre a força muscular de mulheres idosas

Os objetivos deste estudo podem ser resumidos como segue: a) observar os efeitos absolutos do treinamento contra-resistência sobre a força muscular em mulheres com mais de 60 anos; b) observar a evolução do ganho de força em mulheres com mais de 60 anos durante o treinamento contra-resistência por doze semanas. Cabe lembrar que este estudo conta com o apoio do Programa de Iniciação Científica da Universidade (PIBIC-UERJ), contando com uma bolsa. Além disso, já rendeu frutos, sob forma de uma Memória de Licenciatura, trabalhos em congressos e artigo em fase de finalização para submissão a periódico nível A, de acordo com a classificação da CAPES.

  • Influência do número de repetições, séries e intervalo de recuperação sobre respostas cardiovasculares agudas em indivíduos idosos e jovens

O objetivo aqui é verificar o efeito do número de repetições máximas, número de séries e intervalo de recuperação entre as séries sobre o duplo-produto em exercício de força. As hipóteses do trabalho apresentam-se enunciadas em sua forma substantiva: a) há uma relação diretamente proporcional entre número de repetições máximas e número de séries com o duplo-produto, e inversamente proporcional entre intervalo de recuperação entre as séries com o duplo-produto; b) o duplo-produto é influenciado principalmente pelo aumento da pressão arterial do que pelo aumento da freqüência cardíaca.

  • Correlação entre padrão de marcha de idosos e perfis de força muscular e flexibilidade

A amplitude e cadência do passo são características essenciais da marcha humana. Sua diminuição com o envelhecimento, conforme nos coloca a literatura, está associada ao declínio dos componentes da aptidão muscular. Entretanto, ainda faz-se necessário um maior número de pesquisas a fim de se clarear a contribuição da cada um desses componentes no processo de redução dessas habilidades. Assim, o presente estudo visa correlacionar a amplitude e cadência do passo de senhoras idosas com mais de 65 anos, as alterações ocorrentes nos componentes da aptidão muscular dos membros inferiores, mais especificamente: a) força muscular; b) resistência muscular; c) flexibilidade articular.

  • Representações Sociais de Saúde entre Idosos da Universidade Aberta da Terceira Idade da UERJ

No Brasil, não pudemos localizar estudos que tivessem buscado analisar as representações sociais de saúde em indivíduos idosos. No entanto, face à proliferação de programas visando a promoção da saúde desta população, informações neste sentido seriam importantes, já que permitiriam adequar as estratégias adotadas às expectativas dos idosos. Mais ainda, abrir-se-ia a possibilidade de verificar se as intervenções propostas têm o poder de alterar estas expectativas e a própria maneira de o idoso perceber a saúde em si e nos outros. Isto posto, o presente estudo tem por objetivos: a) investigar as representações sociais da saúde em uma amostra de indivíduos de diversas faixas etárias e classes sociais; b) levantar possíveis diferenças de representação entre os subgrupos etários e sociais observados.

[Topo] - [Linhas de Pesquisa]