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Extensão

Linha de Pesquisa 'Educação Física, Saúde e Escola'


Apresentação
Linhas de Pesquisa
Contato

Coordenador: Prof. Ms. Marcos Santos Ferreira
Estudantes Envolvidos: 2
(Graduação - 2; Mestrado - 0; Doutorado - 0)

Introdução

Considerando-se o caráter multidimensional da adesão à atividade física (Dishman, 1994), parece claro que não será por meio de ações isoladas e pontuais que conseguiremos contribuir para a popularização da prática regular de atividades físicas na perspectiva da promoção da saúde. Além da alteração do contexto social, há que se pensar em ações de larga abrangência populacional. Ao lado das ações no âmbito das políticas públicas, a escola se revela uma agência privilegiada para cumprir esse papel, uma vez que por ela passam (ou, pelo menos, deveriam passar) todas as crianças brasileiras.

A possibilidade de a educação física escolar contribuir para a popularização da prática da atividade física e, indiretamente, para a melhoria das condições de saúde da população é apontada inicialmente pelo movimento da Aptidão Física Relacionada à Saúde (AFRS) que começa a ganhar espaço em países como Grã-Bretanha, Canadá, Estados Unidos e Austrália no final da década de 70 e, no Brasil, em fins da década de 80. Essa nova perspectiva para a educação física escolar passa a abraçar a questão da aptidão física para toda a vida, trazendo à baila a discussão sobre os conceitos de estilo de vida com vistas a contribuir para a melhoria da saúde da população. Nesse sentido, cumpre à educação física escolar criar nos alunos o prazer e o gosto pelo exercício e pelo desporto de forma a levá-los a adotar um estilo ativo de vida. Para tanto, os alunos devem ser capazes de selecionar as atividades que satisfazem suas próprias necessidades e interesses, de avaliar seus próprios níveis de aptidão e, finalmente, de resolver seus próprios problemas de aptidão (Corbin, Fox, 1986).

Embora possa ser considerado um avanço em relação ao que vinha sendo ensinado na educação física escolar anteriormente, o movimento da AFRS não está isento de críticas. As principais repousam na ênfase biológica dada à aptidão física e saúde, à idéia de causalidade entre exercício e saúde e ao caráter eminentemente individual de suas propostas, que concorre para a culpabilização da vítima (Sparkes, 1991).

Como forma de preencher as lacunas deixadas pela AFRS, há que se considerar o caráter multifatorial da saúde, incorporando os determinantes sociais, econômicos, políticos, culturais e ambientais da atividade física, da aptidão física e do desporto. Ao trabalhar esses conteúdos, a educação física escolar não abandonaria sua preocupação em subsidiar e encorajar os alunos a adotar estilos de vida ativa. Esse papel, porém, estará limitado se a educação física não for capaz de promover o exame crítico dos condicionantes sociais, econômicos, políticos e ambientais diretamente relacionados a seus conteúdos de ensino, de forma que os alunos tenham autonomia para a prática dessas atividades.

Na perspectiva da promoção da saúde, a noção de autonomia para a prática do exercício - restrita à capacidade individual de elaborar e avaliar programas de exercícios na ótica da AFRS - consubstancia-se de uma forma mais abrangente, que reconhece e valoriza a dimensão coletiva da saúde. Sendo assim, a contribuição da educação física escolar para a construção de estilos de vida ativa não se apóia numa possível relação de causa-efeito entre prática do exercício e aquisição de saúde; não possui uma conotação utilitarista, nem um caráter compensatório das vicissitudes da vida por meio da prática do exercício e da melhoria da aptidão física. A grande tarefa da educação física escolar passa a ser habilitar os alunos a praticar o exercício e o desporto e a compreender os determinantes fisiológicos, biomecânicos, sócio-político-econômicos e culturais dessa prática. A partir desse nível de compreensão, podemos dizer que pessoas e comunidades adquirem autonomia para a prática do exercício - encarando-a como um valor caro a elas e fugindo da armadilha da ‘culpabilização da vítima’ - uma vez que têm condições de compreender sua real situação de vida e estão minimamente instrumentalizadas a atuar como sujeitos num processo de transformação social. É nessa perspectiva crítica que se coloca a linha de pesquisa ‘Educação Física, Saúde e Escola’ do LABSAU e é nela que se fundamentam os estudos cujo objetivo seja ampliar o potencial de a educação física escolar contribuir para a popularização da atividade física na sociedade.

Estudos na área 'Educação Física, Saúde e Escola'

  • Tempos de Movimento e de Competição em Aulas de Educação Física na Escola

Este projeto tem por objetivo analisar a forma pela qual o tempo nas aulas de Educação Física, em escolas públicas e privadas na Cidade do Rio de Janeiro, vem sendo aproveitado. Para tanto, são feitas análises quantitativas e qualitativas do tempo total de movimento, tempo de competição e atividades propostas pelos professores, em turmas do 3o e 4o ciclos do ensino fundamental.

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